A cidade de Santa Maria
da Feira é bastante antiga. A sua excelente localização geográfica permitiu que
vários povos se encontrassem por esta região. Prova disso são as inúmeras vias
romanas que ligavam Porto a Viseu e Lisboa a Braga, sendo que estas mesmas vias
foram sendo utilizadas até ao século XIX. Um dos locais mais importantes era a
zona circundante ao castelo, onde os povos se foram instalando, comercializando
diversos produtos (sal, alfaias, ferramentas, produtos das colheitas, entre
outros), dando assim origem à Terra de Santa Maria. Dado que esse comércio se
afigurava numa espécie de feira em honra da Virgem Maria, daí advém essa mesma
denominação – Feira.
O nome “Terra de Santa Maria” apareceu
citado pela primeira vez em 1117, numa doação de D. Teresa, que se veio a
instalar neste castelo por volta de 1120, sendo que esse ano deu origem a
muitos outros documentos onde aparece citado esse mesmo nome. Contudo existem
vários documentos funerários que atestam a sua presença já em IV-V antes de
Cristo, prolongando-se durante o imponente Império Romano (do qual são marcas
evidentes as suas vias). Para além disso, os castros pré-romanos também fazem
prova da sua existência numa fase anterior. Estas marcas do império romano são
ainda bastante visíveis em pontes e traços de via dessa época e alguns deles
estão ainda em bom estado de conservação. É de salientar que as “Terras de
Santa Maria” abrangiam uma vasta área geográfica, albergando não só o concelho
da Feira mas também outros actuais concelhos como Ovar, Vila Nova de Gaia, Vale
de Cambra, São João da Madeira, entre muitos outros.
O castelo de Santa Maria da Feira é o ex-líbris
da cidade e um testemunho da arquitectura militar da Idade Média. Este é o
monumento mais majestoso e representativo de Santa Maria da Feira, sendo que se
trata, indubitavelmente, de um elemento fulcral no desenvolvimento da história
desta região. Há, inclusivamente, quem considere que este castelo constitui o
real berço da nossa pátria, pois desempenhou um papel marcante na altura da
reconquista.
Em
Sem comentários:
Enviar um comentário